Magica!… Essa misteriosa palavra que nos conduz ao encanto do desconhecido! Desde épocas que se escondem na poeira do tempo, a magia percorreu os mais exóticos e tortuosos caminhos. Os arcaicos alquimistas e os lendários feiticeiros da antiguidade, buscavam na magia de então, as bases para seus efeitos miraculosos e sobrenaturais. Sua meta, a sonhada transformação dos metais (transformar metais comuns em ouro), a glória através de supostos poderes ocultos, a saúde e a longevidade por meio de “fórmulas secretas”. Como buscavam seu sonho em práticas empíricas, jamais conseguiram atingir seus objetivos.
Surgiram então os adivinhos, feiticeiros e bruxos, todos dotados de falsos poderes, em realidade baseados na fraude, na mistificação, e sobretudo, na ignorância dos povos. Pelo decorrer de muitos séculos se fizeram impor, tanto na aristocracia, como em meio a plebe, através do embuste. Possuiam posições privilegiadas junto a reis e monarcas. Ao lado destes “magos” poderosos, uma outra casta surgia: eram os mágicos, ilusionistas e atores de rua, que usando o mesmo método, tinham contudo, uma finalidade diferente: a diversão e o entretenimento. Então uma acirrada luta teve início: de um lado os prestidigitadores, mágicos e ilusionistas, de outro, os místicos, adivinhos e falsos paranormais, que foram sendo desmascarados em suas fraudes, até a quase completa extinçao
Em nossos dias, mágicos e ilusionistas conquistaram o respeito e o coração de todas as idades e em todas as partes do mundo. Isto porque seu trabalho tem uma direção bem definida. O mágico de hoje tem sua arte alicerçada na destreza de suas mãos, na ilusão de óptica e em certas particularidades e falhas dos sentidos humanos. Usando de técnicas especiais como a prestidigitação e o ilusionismo, conseguem fazer com que as mãos tornem-se mais rápidas do que a própria vista, produzindo assim, efeitos de aparências impossíveis. Uma das razões porque o mágico tornou-se uma das figuras mais querida e solicitada no seio da sociedade, é que seu trabalho baseia-se numa arte sadia, que educa, recreia e diverte. A moderna mentalidade do artista não permite que sua figura se revista de falsos poderes sobrenaturais.
Todos sabem que o mágico usa artifícios e efeitos que fogem ao raciocínio comum. Trata-se de uma arte alicerçada primordialmente na sua habilidade e na sua capacidade de persuadir. Seus efeitos são como um quebra-cabeça, que além de alegrar e divertir, torna-se um desafio à inteligência dos espectadores, que não conseguem explicações lógicas para aquilo que vêem.
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fonte:http://www.fabianrodrigues.amsr.com.br/historia.htm
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